Composição áudio e sonoplastia

Entende-se por composição áudio um conjunto elaborado de diferentes sons (samples, no caso da música digital). Opõem-se à improvisação, em que cada performance é única, pois pode ser reproduzida ilimitadamente, seja através de memorização (musica tradicional), partitura ou gravação. Com a urbanização e o avanço da era digital sentiu-se necessidade de preservar a memória cultural sonora do passado. Etnografia foi o que surgiu para conservar a memória colectiva de um país no que diz respeito à ‘banda sonora’.

A sonoplastia é um termo exclusivamente português. Aparece pela primeira vez aliado ao teatro radiofónico (década de ’60). Tem como objectivo ‘narrar’ a acção através do som, que embora possam ser distorcidos (o público associa um som diferente a uma situação que não soaria originalmente) consigam transmitir a ideia original. Para isso podem utilizar efeitos editoriais ,mais básicos e de fácil obtenção (ex.: campainha), e efeitos principais, passíveis de investigação para uma reprodução correcta (ex.: animais extintos).

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Tipos de Som

Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música – Aldus Huxley

Toda a música que não pinta nada é apenas um ruído – Jean Alembert

A música começa onde acaba a fala – Ernst Hoffman

A música é o esforço que fazemos para explicar a nós mesmos como os nosso cérebro funciona. Escutamos Bach extasiados porque isso é ouvir uma mente humana – Lewis Thomas

Codificação e compressão de áudio digital

A compressão áudio serve para que possamos tornar ficheiros áudio  mais acessíveis a nível de espaço. Para isso, é preciso passar pela codificação e a descodificação do ficheiro. A primeira passa por passar o ficheiro numa estrutura própria (codificador áudio) que vai formar o bitstream, sendo  este posteriormente lido num descodificador áudio. Assim, obtemos codificação com e sem perda- a primeira (ex.: AAC, Dolby AC-3, MP3, WMA) em que embora a qualidade seja inferior o resultado, as limitações do próprio ser humano não nos permitem dar pelas falhas, a não se rque se trate de um artefacto de compressão; a segunda (ex.: ALAC, RealAudio Lossless, SHN, WMA Lossless)

Dispositivos para captura, processamento e reprodução de som digital

A captura de som dá-se através de um microfone que, embora com perdas, tem a possibilidade de tornar um som analógico num digital guardando-o num dos diversos formatos. O som digital pode ser gravado, como qualquer outro ficheiro em pens, CDs, Minidiscs, DVDs e afins. Para o reproduzir usam-se aparelhos que possam ler os diversos dispositivos de armazenamento associados a amplificadores ou headphones.

Áudio Digital

 A frequência de amostragem é algo que se insere na áudio digital e é equiparável ao ppm de uma imagem digital. Assim sendo, tendo uma onda sonora contínua esta será divida em diversos instantes de amostragem. Consequentemente esta deixará te ter esse carácter linear, no entanto o som será mais aproximado do analógico quanto menor a distância entre os diversos instantes de amostragem, como podemos ver na imagem seguinte:

Embora os bits por amostra venham no seguimento da frequência de amostragem referem-se a coisas diferentes. Se a segunda tem a ver com o intervalo entre os diversos instantes de amostragem, a primeira tem a ver com quantidade de informação contida em cada um. Assim ambos contribuem para o tamanho do ficheiro referente.

Harry Nyquist

O Critério de Nyquist (também chamado teorema de amostragem) refere-se à frequência de amostragem. É uma forma de tentar reconstruir o sinal original (filtro aliasing) com o máximo de precisão. Defende que para isso é necessário que a frequência de amostragem seja pelo menos o dobro da frequência do sinal original.  

Características do som

 

O som propaga-se através de ondas sonoras (que não se propagam no vazio). A frequência, amplitude e timbre são características que nos permitem diferenciá-los. A frequência permite-nos distinguir se um som é grave ou agudo, tem a ver com o comprimento de onda das ondas sonoras e mede-se em Hertz (Hz – unidade SI). Já a amplitude tem a ver com a distância perpendicular do nível médio ao pico de uma onda sonora.Está relacionada com a força (intensidade) do som e é medida em decibéis. Por fim temos o timbre. Não é vísivel nas ondas sonoras, pois o som do ‘Dó’ no piano tem aspecto idêntico ao ‘Dó’ tocado em qualquer outro instrumento. É, assim, a voz do instrumento.

Auto-retrato

O auto-retrato é o que resulta quando um indivíduo se representa. Existe desde sempre, no entanto só a meio do século XV, com o início da renascença, é que a auto representação começou a ser relevante. O mais usual é aquele em que o artista se representa o seu exterior, com a ajuda de um espelho ou fotografia. No entanto, nem todos têm de ser (ou são) realistas e, sendo algo bastante pessoal, não há regras fixas.

 

Self portrait, Balthus

Este é o exemplo de um auto-retrato realista, em que o seu autor só revela o seu exterior. Neste caso vemos um apontamento da sua ocupação (pincel e pano), mas não muito mais.

Self Portrait, Katpain

Neste caso acontece exactamente o oposto. o artista não revela qulquer indicío so seu eu exterior, mas por outro lado revela o que é mais pessoal em si sem pudor.

The Two Fridas, Frida Kahlo 

Já este auto-retrato surge como uma mistura dos dois. Se por um lado a pintora aparece representada fisicamente, a sua identidade não é sofucada pela aparência, pois toda a situação a descreve. Com estes parâmetros também surgem alguns fotográficos. O artista está na fotografia, mas há toda uma encenação ou tatamento de imagem que deixam o interior vaguear.

Digital Self Portrait, Kathleen Sepulveda

Imagem Digital

Pixel

O pixel é o mais pequeno componente visual a nível digital. Isoladamente, o seu significado é nulo, mas no todo formam as imagens, letras e tudo o que podemos ver (nesse meio). Em imagens são como pequenos pontos e ditam a resolução de uma imagem. Esta é medida em p/cm (pixeis por centrimetro) ou ppi (pixeis por polegada).

Cores digitais e modelos de cor

O modelo RGB (red, green and blue) (256 tons de cada uma das cores) trabaha com as cores-luz primárias sendo por isso adequadas à vizualização em ecrãs e o modo CMYK (Cyan, magenta, yelow and black) com as cores primárias em adição ao preto sendo por isso ideal para impressões. O modelo Greyscale tem 256 tons de cinzento diferentes do branco puro ao preto sólido. O modo Bitmap não tem cores contínuas, por isso em coparação com o modelo anterior só obtém pixéis pretos e brancos. Há ainda o modo Lab, que surge como um intermediário para conversão entre formatos.

Compressão de imagens

A quantidade de pixeis numa imagem pode ser massiva, dependendo da sua resolução e por acréscimo também o seu tamanho. Como o espaço de armazenamento é limitado essa tem de ser comprimida. A compressão pode surgir com ou sem perdas, dependendo do seu formato. Usualmente essas são menos quanto mais pesado for o produto resultante dessa compressão. Assim formatos como o .jpg sugerem mais perda e menos qualidade de imgem do que formatos tipo .tiff. É preciso ter em atenção o fim de cada imagem para decidir o seu formato. Se para publicação online não é necessária muita resolução, o mesmo não acontece se o objectivo dessa imagem for a impressão.

Formatos de imagem

Existem vários formatos de imagem , no entanto os mais comummente utilizados são:

Bitmap (.bmp) – são constituídas po pixéis, que são dispostos e coloridos de maneiras diferentes para formar um padrão.

Graphic Interchange Format (.gif) – é um formato do bitmap, mas por ter mais do que uma imagem o resultado é animado (GIFs animados)

Jpeg (.jpg) –  usa compressãod e ficheiro com perdas e é um formato maioritariamente usado na web.

.psd- photoshop – formato do photoshop cuja grande vantagem é a conservação das diferentes camadas individualmente

.tiff Tagged Image File Format- formato pesado mas sem perdas o que o torna ideal para impressões, por exemplo

Scanner

Do inglês scan (digitalizar) segue o processo inverso ao da impressora ao passar imformação impressa para informação digital. Trabalha ao usar um captador de reflexos para gerar impulsos elécritos da imagem usada. Existe o de mão que se passa em cima do que digitalizar (exemplo dos scanners usados para ler códigos de barras) e os de mesa, que à semelhança de uma fotocopiadora coloca-se o papel e desce-se a tampa do mesmo.

 

Exemplo de um scanner de mão

Exemplo de scanner de mesa

Introdução ao multimédia digital

Multimédia = multi(vários) + media(meios)

Etimologicamente multimédia é o uso de vários meios (para o mesmo fim).

Assim sendo, multimédia digital é o uso de vários meios digitais. É um conceito que começa a ter cada vez mais força, pois os meios analógicos estão a cair em desuso. algumas das principais vantagens do primeiro são a comodidade que oferece, a facilidade de uso e o espaço que poupa.

 

Exemplo de um dispositivo multimedia analógico (cassete VHS)

Exemplo de dispositivos multimedia digitais (DVD e DIsco Blu Ray)

para que serve este blog?

Neste blog pretendo publicar os trabalhos práticos realizados ao longo do ano a Of. multimédia B, bem como as pesquisas de conteúdos teóricos e trabalhos artísticos relacionados com a área da multimédia  que servirão de suporte e inspiração ao meu trabalho prático.

 

Temas de trabalhos pesquisados:

Fotografia Digital; Música electrónica; Vídeo Digital, Animações, Projectos Multimédia.

Sub-temas:

Vídeo-arte; Animação 2d e 3d; Performance;
Digital Performance; Arte interactiva; Digital Art;
Documentários; Instalações interactivas; Música electrónica;
Instalações multimédia; Dança Contemporânea; Fashionable Technology, etc.

Temas das pesquisas teóricas:

Introdução ao Multimédia Digital; Imagem Digital; Som Digital; Vídeo Digital; Animação; Integração multimédia